Para um especialista em acidentes deste género, David Gleave, a ausência de mortes fica a dever-se a pormenores que fizeram toda a diferença.
O avião tentou descolar de Durango, no México, na terça-feira, numa altura em que se registavam fortes chuvadas e ventos intensos. Até ao momento, não foram registadas vítimas mortais. Há dois feridos graves, o capitão Carlos Meyran foi quem ficou em pior estado, teve que ser operado enquanto vários passageiros sofreram queimaduras graves.
Para David Gleave, um especialista britânico em acidentes aéreos, a ausência de vítimas mortais neste acidente deve-se à pouca velocidade a que o aparelho seguia quando caiu e ao desenvolvimento tecnológico do material dos aviões nos últimos anos.
“Não é um milagre. Temos trabalhado muito para que as pessoas consigam sair bem deste tipo de desastres. A forma como os bancos não deslizaram para a frente, protegendo os passageiros, é um desses exemplos. A segurança dos passageiros não foi um mero acaso”, disse. O avião acidentado é ainda equipado com “sirenes que vão apitar” sempre que existe um problema mecânico, ou quando “é cometido qualquer erro” durante a descolagem.
Além das melhorias no interior do aparelho, os desenvolvimentos verificados na zona onde o avião caiu também terão contribuído para o sucesso da operação de resgate. “A zona que envolve o aeroporto não é baldia. Trata-se de um terreno deliberadamente mantido livre de obstáculos. Foi projetado para que em caso de uma aterragem forçada, as pessoas se consigam afastar em segurança”.
Gleave explicou que os investigadores vão concentrar-se na análise da influência dos ventos fortes e da chuva e granizo que caíram naquela área no momento do acidente.
adaptação do texto publicado na página de internet “Jn“
(1 Agosto 2018)
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