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Aeroporto de Lisboa – Obras reabrem pista 17/35

A pista secundária,17/35, do aeroporto de Lisboa estava fechada desde fevereiro para estacionar aeronave. O aeroporto de Lisboa tem duas pistas operacionais a 03/21 com 3.800 metros e a 17/35 com 2.400 metros.
A pista principal estar a ser alvo de obras em dois dos caminhos que lhe dão acesso, de acordo com a ANA. Esta intervenção deverá estar concluída dentro de um mês, a 15 de Dezembro.
O aeroporto de Lisboa tem estado a funcionar com a pista 17/35 , mais pequena, durante o período de restrição de voos, entre a meia-noite e as seis da manhã, de terça-feira a sábado. Esta alteração deve-se ao facto de a pista principal estar a ser alvo de obras em dois dos caminhos que lhe dão acesso, de acordo com a ANA. Esta intervenção deverá estar concluída dentro de um mês, a 15 de Dezembro.
A pista secundária do aeroporto de Lisboa, designada 17/35, com 2.400 metros, não teve praticamente nenhuma utilização desde o início do ano, porque a gestora do aeroporto, a ANA, precisou de lá estacionar aviões, inviabilizando a sua operação. “Com a evolução recente da procura, a capacidade do espaço aéreo e a disponibilidade de ‘stands’” de estacionamento “tornaram-se críticos para a operação do aeroporto”, assume fonte oficial da empresa.
“A pista 17/35 tem respondido à necessidade de espaço de estacionamento para aviões de maior porte, fundamental para poder acolher a procura actual de tráfego na cidade de Lisboa, que se traduz no aumento do número de passageiros, principalmente no durante o Verão IATA”, prossegue a mesma fonte, confirmando que a pista voltou a ser usada porque a principal está em obras.
“A sua utilização actual para movimentos é momentânea, aproveitando-se um período de menor intensidade, e deve-se efectivamente a actividades de manutenção nos caminhos de circulação”, acrescenta a ANA. Em causa estão obras em dois “taxiways”, isto é, caminhos de acesso à pista principal. Com a abertura da pista secundária à noite evitam-se “algumas restrições que de outra forma existiriam próximo do final do ‘night curfew’ (período nocturno de redução de tráfego aéreo)”, precisamente quando aterram os primeiros voos intercontinentais próximo das 6:00.
Com esta solução, as obras realizam-se “sem impacto nenhum nas operações”, diz a ANA.
A pista secundária pode ser utilizada para a aterragem de aviões de grande porte (widebodies), como os Airbus A330 da TAP que regressam de destinos no Brasil e EUA e o Boeing 777 da TAAG que está a chegar de Luanda naquele período. Mas o comprimento da pista inviabiliza as descolagens destas aeronaves. Porém, como ao início do dia estes voos só precisam de aterrar, podem utilizar a pista 17/35 sem problemas. Esta situação, contudo, tem colocado pressão adicional sobre os últimos voos da TAP que partem antes da meia-noite, em especial o que sai para Recife (Brasil) às 23:45. Estas aeronaves não podem registar atrasos; se não arrancarem até à meia-noite, não conseguirão descolar através da pista secundária (ou, para o fazer, terão de libertar combustível para reduzirem o peso, podendo depois necessitar de uma paragem adicional para reabastecer).
Só sete movimentos desde Março
Durante o período de operação que corresponde ao Verão IATA (de 26 de Março a 28 de Outubro), a pista secundária esteve “fechada de forma quase permanente”, explica fonte oficial da empresa. “Neste período foram feitos 129.816 movimentos de aviões na pista principal e 7 na pista secundária”, o que atesta a utilização quase simbólica desta segunda pista.
A ANA diz que “não tem conhecimento de voos divergidos por causa da indisponibilidade da pista 17/35”. A intenção de fechar a pista secundária para estacionar aviões foi avançada em primeira mão pelo Negócios em 2015.

Bruno Simões, adaptação do texto publicado na página de internet “Negócios
(14 Novembro 2017)

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