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Brasil – A Infraero muda estrutura e fixa metas de desempenho nos seus aeroportos

«Entra em vigor nesta segunda-feira (1 de setembro de 2014) uma mudança na estrutura da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) que pretende dar mais autonomia e eficiência aos aeroportos administrados pela estatal, que enfrenta queda de receita após perder para a iniciativa privada o controle de 5 dos principais e mais lucrativos terminais do país.
As alterações fazem parte de um processo de reestruturação mais amplo que tem em vista, no futuro, a abertura de capital da Infraero.
Em mais uma etapa nessa direção, a partir desta segunda os superintendentes dos seus 60 aeroportos passam a ter mais autonomia nos processos de decisão envolvendo tanto a parte operacional (serviços voltados para a aviação) quanto a comercial (como o aluguel de espaços para lojas nos terminais de passageiros).
Até a semana passada, a estatal contava com três níveis decisórios: a superintendência de cada um de seus 60 aeroportos, as 9 superintendências regionais e, por fim, a diretoria executiva (sede). Na nova estrutura, as superintendências regionais se transformam em centros de suporte técnico, ou seja, vão apenas dar apoio a projetos e obras nos aeroportos. E as decisões serão tomadas pelos aeroportos e pela direção da Infraero.
“O que queremos é que o aeroporto seja efetivamente um centro de negócios”, disse o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, ao G1. De acordo com ele, na antiga estrutura havia conflitos entre a direção dos aeroportos e as superintendências regionais, que tinham a palavra final sobre decisões envolvendo, por exemplo, a realização de obras.
Com a mudança, aponta ele, o processo decisório também deve ficar mais rápido já que acima dos aeroportos está apenas a diretoria da empresa.
O ganho de eficiência, espera Vale, deve se transformar em aumento das receitas para a Infraero nos próximos anos. Essa medida se tornou mais importante depois que a estatal entregou à iniciativa privada o controle dos aeroportos de Guarulhos (o maior do país), Campinas, Brasília, Galeão e Confins, após leilões realizados pelo governo federal em 2012 e 2013.
Por conta da perda de receitas com esses aeroportos, a Infraero deve fechar 2014 com déficit de R$ 170 milhões. Em 2015, prevê Vale, esse déficit deve chegar a R$ 450 milhões.

Metas
Outra novidade que chega com a reestruturação será a fixação de metas de desempenho que deverão ser cumpridas tanto pela direção dos aeroportos como pelos centros regionais (antigas superintendências regionais).
“A partir do ano que vem, todos os aeroportos e centros serão avaliados por metas pré-estabelecidas. E mais tarde, quando a gente voltar a ter resultado positivo, as participações nos lucros serão proporcionais ao cumprimento das metas”, disse o presidente da Infraero.
Ele acrescenta que, apesar da autonomia dada à direção dos aeroportos para estabelecer quais áreas vão ser destinadas para cada tipo de serviço, a ocupação desses espaços vai continuar sendo feita por meio de licitações.»

Fábio Amato, artigo publicado na página de internet “G1
(1 Setembro 2014)

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