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Brasil – aeroportos do interior crescem impulsionados pelo petróleo ou agronegócio

Macaé
Aeroportos no Brasil.

Os aeroportos do interior do País tiveram um “boom” no número de passageiros transportados e operações realizadas nos últimos 12 anos. Levantamento do Estadão Dados mostra que, dos 21 aeroportos de médio e grande portes que mais registaram aumento no número de conexões/ligações entre 2000 e 2012, nenhum está em capital. Os números foram compilados pela reportagem com base nos mais de 13 milhões de registos de voos computados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde janeiro de 2000. Neste domingo, 15 o jornal O Estado de S. Paulo revelou que as empresas aéreas estão aumentando o tempo previsto de voo para diminuir a média de atrasos nas principais rotas aéreas do País.
Os aeroportos do interior que mais registaram crescimento no número de conexões com o resto do Brasil – ou seja, a soma de pousos/aterragem e descolagem – podem ser divididos em dois grupos. O primeiro contempla aqueles situados em cidades que tiveram grande crescimento económico na última década, impulsionados pelo petróleo – como Macaé e Campos dos Goytacazes (RJ) e Rio Grande (RS) – ou pelo agronegócio, como Rondonópolis (MT). No outro grupo, estão aeroportos localizados em cidades que já eram polos regionais em 2000 e que só incrementaram sua importância na rede aeroviária nacional. Os maiores exemplos são Campinas (SP), Montes Claros (MG) e Foz do Iguaçu (PR).

Macaé
O aeroporto de Macaé, no litoral norte fluminense, foi o que teve o maior incremento no número de conexões/ligações do País. Em 2000, nenhum avião comercial subiu ou desceu na cidade. Doze anos depois, turbinado pelas operações da Petrobrás na Bacia de Campos, o aeroporto teve 3.064 movimentações, entre partidas e chegadas – quase dez por dia.
A demanda por aviação no suporte às atividades das plataformas de petróleo vem sufocando a infraestrutura de hangares e terminais de passageiros. A aviação no local, gerenciada em pequenos aviões pelas empresas Trip e Team (que operava com jatinhos até o ano passado), concorre ainda com o vaivém de helicópteros rumo às bases da petroleira em alto-mar.
Marcos Breda, diretor de Comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, afirma que a situação não está pior porque a Petrobrás providenciou um saguão especial para funcionários. “Tem uns 80 a 100 assentos nesse saguão, mas o que acontece é que ele não dá conta do movimento normal, ainda mais quando há atrasos, o que acontece com uma frequência grande”, diz.
Os dados mostram também que, além do aumento dos voos no interior, São Paulo foi a única grande cidade que perdeu importância relativa no número de conexões com o resto do País, passando de 23% para 20% do fluxo total de aeronaves. Em compensação, novos hubs nacionais registraram crescimento, com destaque para Belo Horizonte (2%), Rio e Brasília (1%) cada. Colaborou Adriano Barcelos.

adaptação do texto publicado
(15 Dezembro 2013)

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