pista73.com

conteúdos de aviação comercial

Inicio

Ground Handling, América do Sul, Aeroportos

Brasil – Privatização de novos aeroportos dependem de modernização da Infraero

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, disse nesta segunda-feira que para ocorrerem novas concessões de aeroportos no país é preciso que haja a modernização e qualificação da Infraero. De acordo com ele, que participou de evento no GRU Airport, em Guarulhos, o governo não concedeu terminais à iniciativa privada neste ano por conta da atual situação da empresa estatal.
Precisamos ter uma alternativa à Infraero. É preciso ter algo competente porque agora há competição na operação dos aeroportos”, afirmou.
Moreira Franco disse que o cronograma da SAC prevê sair de 100 para 270 aeroportos com condições de operações, o que inclui os regionais. De acordo com o ministro, como muitos desses terminais, sobretudo os da região amazônica, não devem atrair a atenção da iniciativa privada, a Infraero “precisa estar capacitada, qualificada e modernizada”. Perguntado sobre quais seriam os próximos aeroportos a entrarem no processo de privatização, ele disse que ainda haverá “discussões” para a definição.
“O que importa é que o princípio (de concessão) está fixado”, resumiu.
O evento promovido pelo GRU Airport serviu para apresentar à imprensa um novo cronograma para reformas nos terminais 1 e 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Pesquisas da Secretaria de Aviação Civil constataram a insatisfação dos passageiros nos dois terminais (que têm mais de 30 anos).
A concessionária que administra o aeroporto reorganizou o cronograma das reformas os principais pontos das obras de retrofit, que devem começar em outubro. Os investimentos serão de R$ 200 milhões e já estavam incluídos em financiamento obtido com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no momento da privatização.
De acordo com Antonio Miguel Marques, presidente do GRU Airport, o objetivo das obras, e da revisão do cronograma, é dar mais conforto aos passageiros. Entre as mudanças estão a transformação do Terminal 1 em exclusivo para voos domésticos; ampliação e centralização dos raio-x; aumento dos atendimentos de imigração; além do aumento em quase 20% das áreas onde os passageiros circulam.
“Onde está o milagre? Nós vamos retirar os escritórios administrativos dos terminais e transformaremos as áreas em operacionais”, explicou Marques.
Isso possibilitará o aumento dos corredores onde ficam os check-ins de três para sete metros. Já nas áreas de embarque os corredores saltarão de 1,5 metro para 5 metros. A reforma deve ser concluída em cerca de dois anos, segundo estimou o executivo.
Moreira Franco reconheceu que fazer a reforma enquanto os terminais funcionam é muito “mais complexo do que iniciar uma obra do zero”, como foi o Terminal 3. Mas frisou que os passageiros dos voos domésticos vinham reclamando da qualidade do serviço.
“Como a maioria massiva dos brasileiros usa o terminal doméstico e não o internacional, é de extrema importância que essa obra ocorra de forma eficiente e rápida”,disse

Artigos relacionados

Mais em Aeroportos, América do Sul, Ground Handling (388º de 532 artigos)

«Os 2.158 metros da pista do Aeroporto Internacional Plácido de Castro, em Rio Branco (AC), vão ser reformados. No lugar de ondulações, trechos com afundamento, sacolejos, rachaduras e poças de ...