pista73.com

conteúdos de aviação comercial

Inicio

Ground Handling, América do Sul, Aeroportos

Brasil – TAM adia anúncio da sede do hub no Nordeste

Fortaleza, Natal e Recife

O Grupo LATAM informa que será necessário adiar o anúncio sobre qual capital sediará o primeiro hub (centro de conexões/transferências de voos) doméstico e internacional do Nordeste do Brasil, previsto inicialmente para o fim deste ano. Essa decisão se deve ao prazo de desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária.
A infraestrutura aeroportuária é um dos três fatores de decisão estabelecidos pelo Grupo LATAM, que incluem paralelamente a experiência do cliente e a competitividade em custos, ambos, neste momento, igualmente em análise.
Os aeroportos das três capitais envolvidas no processo (Fortaleza, Natal e Recife) estão discutindo adaptações técnicas para sediar o hub. O encaminhamento dessas discussões dependerá de um conjunto de avaliações, que envolverá várias esferas governamentais e concessionários, para o aprofundamento dos requisitos que foram apresentados nos estudos técnicos realizados pelas consultorias Arup e Oxford Economics para a implementação de um hub no Nordeste.
“Assegurar a eficiência da infraestrutura aeroportuária, atrelada à experiência do cliente e à competitividade em custos é essencial para o projeto. Esses critérios precisam estar muito bem definidos e neste momento o cenário não oferece ainda as condições necessárias para esta tomada de decisão. Continuaremos a avaliar todos os requisitos essenciais da infraestrutura aeroportuária e da competitividade de custos”, comenta Claudia Sender, presidente da TAM S/A.
“Seguimos confiantes no desenvolvimento do projeto, que trará grandes benefícios para o país e toda a região Nordeste”, finaliza.
O Grupo LATAM assegura que continuará avaliando todas as condições para a definição da capital que será a sede do hub Nordeste. Esta decisão poderá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2016. A iniciativa do hub permanece no plano de investimentos do Grupo.

Estudos externos concluídos
Em outubro, a consultoria Arup apresentou as principais conclusões do estudo de infraestrutura aeroportuária. Uma das conclusões iniciais do estudo da Arup indica que os terminais atuais foram concebidos para operações ponto a ponto, sem características de um hub e, portanto, precisariam de adaptações para receber um centro de conexões/transferência de voos com as características de um hub com relevância internacional.
De acordo com os dados do estudo, foi estimado que o hub movimente 2 milhões de passageiros adicionais em 24 aeronaves simultaneamente em 2018 (entre 2.500 – 3.000 passageiros na hora-pico). Em 2038, o número de passageiros deverá chegar a 3,2 milhões, em 36 aeronaves simultaneamente (mais de 4.000 passageiros na hora-pico).
No entanto, é necessário desenvolver soluções de backup, como pistas auxiliares, para que a operação do hub não seja comprometida por eventuais impedimentos ocasionais da pista principal. Tais impedimentos dificultam a operação de qualquer aeroporto, mas, no caso de um hub, podem ter efeitos em cadeia em toda a malha da companhia aérea.
Com as adaptações e os investimentos recomendados pelo estudo, a Arup acredita que os três aeroportos poderiam acomodar os voos e os passageiros estimados, com bom nível de serviço e eficiência, prazo de execução razoável e potencial de expansão de longo prazo.
Além dos parâmetros operacionais típicos de um terminal, como nível de serviço, tempos de processamento por subsistema do aeroporto (como aparelhos de raios-x, esteiras/tapetes transportadores de bagagens e outros), tempos mínimos de conexão/ligação, área de embarque suficiente para volume de passageiros em hora-pico, entre outros, foram utilizados os seguintes requisitos de planeamento para o dimensionamento do hub:
1) Banco de conexão/rotações: Simultaneidade de múltiplas chegadas seguidas de múltiplas partidas que permitam a conectividade entre destinos, em um período de aproximadamente 6 horas;
2) Capacidade de pátio/placa de estacionamento: Máximo de 36 Aeronaves de diferentes portes (Narrow-Body e Wide-Body) estacionadas simultaneamente e com a grande maioria conectada em pontes de embarque;
3) Processamento de Passageiros: Hub com alto percentual de passageiros em conexões na hora-pico (até 80% do volume estimado de passageiros nesse horário de concentração).

adaptação do texto publicado na página de internet “Portal no Ar”
(6 Novembro 2015)

 

Mais em Aeroportos, América do Sul, Ground Handling (621º de 866 artigos)

A TAM contratou a empresa inglesa Oxford Economics e a canadiana Arup para mapear os pontos positivos e negativos dos aeroportos de Fortaleza, Recife e Natal, que disputam hub ...