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Airlines Uniforms of the Future – a portuguesa Skypro do calçado aos uniformes

Fundada em 2004, a portuguesa Skypro, especializada em uniformes, veste e calça tripulações de todo o mundo. A empresa de Ermesinde, que emprega 30 pessoas, fatura 7,5 milhões de euros e tem como clientes companhias aéreas como a Emirates, NetJets, Norse, Royal Air Maroc, Crown Airlines, Saudi Airlines, TAP, Groundforce, Qatar Airways e FlyDubai. A Skypro subcontrata a produção em empresas têxteis de Portugal, Marrocos, Bangladesh, Sri Lanka e Paquistão, sendo que 15% da produção é produzida em Portugal e 60% no território marroquino. No total, produz mais de 120 mil pares de sapatos por ano e meio milhão de peças de vestuário para mais de 40 clientes.
Há dois meses, a empresa de Ermesinde, que tem escritórios em Oeiras, no Dubai e em Atlanta, fez uma parceria com uma “das maiores empresas do mundo em workwear”. Está entre os finalistas para fornecer os uniformes para a Etihad e ganhou este ano um contrato para fornecer os uniformes da Emirates. “Somos hoje uma player de referência global”, resume Jorge Pinto, fundador da Skypro, em declarações ao ECO/Local Online.
“Fizemos uma parceria há dois meses com a Workwear Outfitters, que é uma das maiores empresas do mundo em workwear. A empresa precisa de ajuda da Skypro em corparative wear e estamos a dar suporte a esta grande empresa nos EUA para entrar neste segmento”, conta o fundador da Skypro, que em 2020 viu a empresa integrar o ranking de Europe’s Fastest Growing Companies do Financial Times.
Em Portugal trabalha com a TAP (calçado, cintos, luvas e carteiras), SATA, Groundforce, Hi Fly, com a NetJets em Oeiras e com a ANA Aeroportos de Portugal. Além do setor da aviação, a Skypro fornece companhias de cruzeiro, a polícia da Suécia ou a Brussels Intercommunal Transport Company (STIB). A empresa fica responsável pelo design, engenharia de construção dos tecidos, produção e distribuição dos uniformes para cada trabalhador.

Do calçado aos uniformes
Jorge Pinto começou há quase duas décadas por ter duas lojas franchisadas da Lanidor, tendo aberto pouco tempo depois três lojas da Aerosoles na Grande Lisboa. Foi nessa altura que diz ter percebido que o calçado para uso profissional tinha bastante potencial e estava ainda por explorar.
“O Grupo Investvar Aerosoles produzia cinco milhões de pares de sapatos de conforto por ano e percebi que iam muitas pessoas às nossas lojas comprar sapatos para trabalhar e que havia aqui um nicho e uma oportunidade de negócio. Propus criar a Aerosoles Pro e vendemos os sapatos à TAP. No entanto, o grupo Aerosoles vai à falência em 2008 e nessa altura, para não ir também à falência, comecei a propor à TAP que me comprasse um sapato alternativo que criasse valor para a companhia. Em 2009, criei um sapato que não apitava nos detetores de metais dos aeroportos. Depois de alguma renitência, a TAP aceitou e criamos a marca Skypro”, recorda o empresário
Reclamando ter sido o responsável pelo “primeiro sapato do mundo certificado para a indústria da aviação”, que “hoje é um produto de referência para as companhias aéreas“, Jorge Pinto relata que, depois da aposta no calçado para uso profissional, e tendo Portugal um setor têxtil “absolutamente relevante” e com “muita capacidade”, decidiu em 2017 investir num projeto chamado Airlines Uniforms of the Future.
“Fizemos pesquisa sobre aquilo que poderia ser um uniforme ótimo para a aviação e começámos rapidamente a ter clientes e a produzir uniformes para companhias áreas”, destaca o gestor, que é formado em Economia pela Universidade Lusíada e que fez depois uma especialização em Finanças no Instituto Universitário de Lisboa (Iscte).

Reciclagem de uniformes
A economia circular é uma “pedra basilar” para a empresa nortenha, que avançou com um sistema para fazer a reutilização de uniformes. “É uma forma de ajudar as companhias aéreas a reciclarem os uniformes”, insiste o empreendedor.
A indústria têxtil a ser classificada como uma das mais poluentes do mundo, de acordo com um relatório da Moody’s Investors Service, publicado em 2021. Consciente da pegada carbónica, Jorge Pinto assegura que, a partir de 2026, “a Skypro só vai vender uniformes aos clientes que aceitarem devolver os mesmos para serem reciclados”.
Fonte:  ECO/Local Online

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