pista73.com

conteúdos de aviação comercial

Inicio

Aviação Comercial, América do Sul

Boeing Brasil – Commercial o novo nome da Embraer

Évora unidade da Boeing Brasil – Commercial

«O anúncio chegou por comunicação interna aos funcionários no final da semana passada: a Embraer vai passar a chamar-se Boeing Brasil – Commercial. O novo nome resulta da venda de 80% da divisão de aviação comercial da fabricante brasileira de aviões à gigante norte-americana autorizada recentemente por Jair Bolsonaro.

O acordo, avaliado em cerca de 4,2 mil milhões de dólares, surgiu como uma joint-venture que é liderada por uma equipa de administradores sediada no Brasil e cujo controlo operacional e de gestão fica na mão da Boeing. A parceria nasceu como um protocolo para aumentar a eficiência das duas empresas através da criação de “sinergias anuais de cerca de 150 milhões de dólares”, mas o novo nome está a despertar muitas dúvidas no Brasil.
Numa altura em que a Boeing vive um dos momentos mais difíceis de sempre, a imprensa brasileira questiona a parceria, que exclui o nome da fabricante brasileira, e diz que o negócio assemelha-se mais com uma aquisição. “Eles foram honestos. Para a Boeing, agora, a Embraer é a sua unidade no Brasil. Poderia ser a Boeing Carolina do Norte, Boeing St, Louis… Essa é a Boeing Brasil “, disse Marcos José Barbieri Ferreira, coordenador do Laboratório de Estudos das Indústrias Aeroespaciais e de Defesa da Unicamp, ao Brasil Econômico.
O responsável sublinha ainda que o modelo de joint-venture, que na prática é uma parceria, serviu de “argumento para justificar a venda da principal área da Embraer”. E assume que, agora, “a Embraer deve se tornar muito mais parecida com uma fábrica, uma montadora de automóvel. É só refletir um pouco o que ocorreu com a operação: mostra claramente que isso nunca foi uma joint-venture.” O acordo final da joint-venture – até aqui chamada de NewCo – só deverá ficar fechado no final do ano, no entanto, é expectável que as mudanças não fiquem por aqui. O mercado antecipa novo registo comercial para os aviões – a família E-Jet – para uma nomenclatura mais próxima dos produtos da Boeing, como aconteceu, por exemplo com o recente acordo da Airbus com a Bombardier da qual resultou uma alteração dos nomes da família CSeries para A220. Contactada pela imprensa brasileira, a comunicação da Boeing disse que não é expectável que a linha E-Jet venha a mudar de nome. A Embraer já produziu mais de 1500 aeronaves deste modelo, que já está na segunda geração. O o novo nome da marca não afecta a divisão de negócios, que continua a ser integralmente controlada pela Embraer, uma vez que não faz parte deste acordo com a empresa norte-americana. Em julho do ano passado, altura em que o acordo começou a ser dado a conhecer, Paulo César de Souza e Silva, presidente da Embraer, indicou que a unidade da Embraer em Évora deveria passar para o controlo da nova empresa. “Ficarão com a joint-venture da aviação comercial as unidades Faria Lima, EDE, Taubaté, Évora e Nashville”, referiu.»

Ana Margarida Pinheiro, artigo publicado na página de internet “Dinheiro Vivo
(27 Maio 2019)

Artigos relacionados

Mais em América do Sul, Aviação Comercial (127º de 592 artigos)

«A fabricante de aeronaves brasileira Embraer e a norte americana Boeing confirmaram esta quinta-feira que estão “em conversações a respeito de uma potencial combinação, cujas bases ainda ...