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INAC, I.P. publica edição do “Anuário de Aviação Civil” relativo a 2010

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«O INAC, I.P. acaba de disponibilizar a nova edição do “Anuário da Aviação Civil” relativa ao ano de 2010.
Acompanhando a tendência da recuperação, ainda que ligeira, da actividade económica mundial e nacional, o sector da Aviação Civil cresceu igualmente em 2010. Contudo, tal crescimento não se traduziu na manutenção do bom desempenho operacional e financeiro registado em 2009 nas principais empresas dos diferentes subsectores da Aviação. Em síntese, e relativamente a 2009, destacam‐se as seguintes as variações:
i) Volume de negócios: + 6,3%
ii) Valor acrescentado bruto: ‐9%
iii) Resultados Líquidos: ‐2,9%
iv) Emprego: + 0,9%
v) Aeronaves certificadas: + 3%
vi) Investimentos: ‐ 12,7%

Os principais aspectos a salientar sobre o sector ao longo de 2010, são os seguintes:
i) Crescimento do Tráfego
ii) Degradação da Rendibilidade do Sector
iii) Crescimento das receitas do Segmento Carga
iv) Diminuição do Investimento

i) Crescimento do tráfego
Em 2010 registou‐se um crescimento homólogo do tráfego, já sentido desde o último trimestre de 2009, quer em número de movimentos (+4%), quer em número de passageiros transportados (+6%) no conjunto das infra‐estruturas aeroportuárias nacionais. O segmento regular foi o que mais contribuiu para este crescimento, tendo o segmento não regular registado uma quebra de ‐7,4% de passageiros transportados face ao período homólogo anterior. O aeroporto do Porto foi também a infra‐estrutura aeroportuária que mais contribuiu, com taxas de variação homólogas de 6% em movimentos e de 17% em passageiros transportados.
Por contraposição, nos aeroportos da Região Autónoma da Madeira registou‐se uma efectiva retracção da procura, como revela a variação homóloga de ‐6% no total de passageiros transportados.

ii) Degradação da Rendibilidade do Sector
Apesar da recuperação da actividade no cômputo geral do sector da aviação civil nacional, especialmente verificada no segmento do transporte aéreo, seguido dos segmentos aeroportuário e da formação, o desempenho financeiro degradou‐se face a 2009.
Com excepção do segmento aeroportuário, o valor acrescentado bruto atingido nos restantes segmentos de actividade registou quebras, compreendidas entre 3% no segmento trabalho aéreo e os 20% no segmento da aviação executiva. Ao nível dos resultados líquidos, e sendo de registar a recuperação dos resultados positivos no segmento do trabalho aéreo, a aviação executiva apresentou resultados líquidos negativos (positivos desde 2006) e a assistência em escala agravou os resultados líquidos negativos registados em 2009.

iii) Crescimento das Receitas do Segmento Carga
Em 2010 regista‐se uma variação na composição das receitas das companhias aéreas nacionais, com um reforço da representatividade das receitas provenientes do transporte aéreo regular, em especial de carga e correio. Efectivamente, as receitas provenientes do transporte de carga cresceram acentuadamente, face a 2009, isto é, aproximadamente 45% e 126% em cada um dos segmentos regular e não regular, respectivamente. A importância e representatividade deste segmento no conjunto da actividade das empresas de transporte aéreo resultam particularmente da aposta da TAP Portugal no segmento de carga, concretamente para os mercados de Angola e Alemanha. Deste modo, resulta uma distribuição das receitas das empresas de transporte aéreo por unidade de negócio relativamente diversa à de 2009, em boa verdade, resultante da recuperação verificada concretamente no segmento do transporte aéreo.

iv) Diminuição do Investimento
O investimento global efectuado pelas empresas que compõem o sector da aviação civil nacional em 2010 decresceu cerca de 13% em termos homólogos. Os sectores do transporte aéreo e da formação contrariaram esta tendência, especialmente este último com uma variação homóloga de 48%. Ao nível aeroportuário, o decréscimo de investimentos atingiu os 16%, sendo de registar, no entanto, os investimentos efectuados nos aeroportos da Madeira e do Porto Santo ao nível do desenvolvimento das aerogares e do reforço das pistas, já iniciados em anos anteriores e ainda não concluídos em 2010. As quebras de iniciativas de investimento foram mais acentuadas nos sectores do transporte executivo e da manutenção, resultantes de um evidente desinvestimento da TAP no segmento de negócio de manutenção e igualmente da OGMA, bem como das principais empresas de táxi aéreo.»

artigo publicado na página de internet “Inac”
(30 Novembro 2011)

 

 

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