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Aeroporto de Amesterdão (AMS) novembro de 2024 reduz movimentos 500 mil para 452.500

O governo dos Países Baixos avançou, com planos controversos para cortar voos do aeroporto de Amesterdão Schiphol (AMS) para conter a poluição sonora em torno de um dos centros aéreos mais movimentados da Europa.  O plano passa por reduzir os voos de 500 mil para 452.500 por ano a partir de novembro de 2024. “Menos movimentos de transporte aéreo por ano, menos voos e menos aeronaves barulhentas à noite, e a usar pistas que causem o mínimo de incómodo possível para a área circundante”, lê-se no comunicado do Governo. “Estas são as medidas com as quais o gabinete quer reduzir o incómodo sonoro em torno de Schiphol a partir do próximo ano”. Com uma meta eventual de 20%, o plano do governo vai reduzir o ruído em 15%. “Ainda precisamos de tomar medidas para os 5% restantes”, continua a nota governamental.

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O governo acrescenta certas ações, como um plano para fechar parcialmente o aeroporto à noite ou um outro para as companhias aéreas comprarem aviões mais silenciosos, não podem ser tomadas atualmente. “No entanto, o plano para um encerramento noturno parcial está a ser examinado para reduzir ainda mais a poluição sonora”, garantiu.
Os planos estão agora a ser apresentados à Comissão Europeia, que deverá emitir um parecer sobre o assunto antes de ser tomada uma decisão final.

Companhias aéreas criticam plano
As companhias aéreas criticaram fortemente o anúncio. A intenção do governo de cortar voos “é optar por focar unilateralmente na redução da capacidade como um objetivo em si. Achamos isso incompreensível”, disse a KLM, em comunicado.
O ministro das Infraestruturas, Mark Harbers, permanece “obcecado pelas reduções de capacidade”, disse o presidente-executivo da KLM, Marjan Rintel. “É difícil imaginar que uma decisão tão drástica seja tomada por um governo cessante”, continuou, referindo-se à agora extinta coligação do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.
A Air France-KLM disse, num comunicado separado, que a decisão “inevitavelmente prejudicará as ligações, a atratividade e a situação de emprego na Holanda”. “À luz desta decisão, e conforme expresso anteriormente, o Grupo Air France-KLM não terá outra escolha senão ajustar a sua estratégia para manter a sua quota de mercado europeu dentro de uma indústria global”, afirmou.

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