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Ground Handling, América do Sul

Brasil – proposta para novo modelo de certificação de empresas de ground handling/2022

«A proposta foi apresentada para o presidente da Jurcaib (Junta de Representantes das Companhias Aéreas Internacionais do Brasil ), Robson Bertolossi, e para Ditmar Schoendorf da Lufthansa Cargo. Na semana anterior, a autorregulamentação do ground handling brasileiro havia sido apresentada para a IATA (International Air Transport Association) e houve ainda nova reunião com a ANAC. Primeiras empresas certificadas serão conhecidas em junho.A Abesata (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares do Transporte Aéreo) fez uma apresentação do novo programa de certificação de empresas especializadas em serviços em solo para as empresas aéreas internacionais que atuam no país. O presidente da Jurcaib, Robson Bertolossi, e Ditmar Schoendorf, gerente operacional da Lufthansa Cargo e diretor da Jurcaib, ouviram atentamente a explanação sobre o CRES,(Certificado de Regularidade em Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo) fizeram questionamentos e manifestaram apoio à iniciativa. A Jurcaib é a Junta de Representantes das Companhias Aéreas Internacionais do Brasil, entidade criada em 1959, que conta atualmente com 32 associados.
“A natural dificuldade que as empresas aéreas internacionais possuem ao contratar em outros países, onde encontram legislações e culturas próprias, nos remete a apoiar a iniciativa, que passa a ter uma assinatura de entidade brasileira e se torna mais um filtro de segurança e referência para a aviação”, disse Ditmar.
Na semana anterior foram dois outros encontros importantes. O primeiro deles de uma hora e meia com Monika Mejstrikova, executiva que assumiu recentemente o cargo de Head of Ground Operations, da IATA (International Air Transport Association). Monika, que está baseada no Canadá, tomou conhecimento da autorregulamentação, programa brasileiro criado para promover a segurança jurídica e qualidade operacional, bem como fomentar o desenvolvimento harmônico das empresas do transporte aéreo, trazendo benefícios para toda a cadeia. Monika ficou com a tarefa de enviar à Abesata, nos próximos dias, propostas de cooperação com vistas a benefícios de todas as partes do processo.
A segunda reunião importante foi novamente com a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), participaram Giovano Palma e Marcos Roberto Eurich, ambos especialistas em regulação de aviação civil.
“Ficamos muito contentes com a recetividade que o programa de autorregulamentação voluntário está tendo de entidades importantíssimas”, disse o presidente da Abesata, Ricardo Aparecido Miguel.
Aqui no Brasil, a certificação vem sendo debatida em diversos fóruns e o mercado tem dado sinais favoráveis ao projeto. Nos últimos meses o CRES (Certificado de Regularidade em Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo) foi apresentado para diversas equipes da ANAC, para a CNT e para entidades relevantes como a ABAG, que envolve a aviação geral em todo país, e a ABEAR, que reúne as companhias aéreas domésticas, a IATA e a Jurcaib. A Infraero, Zurich Airport e a CCR Aeroportos também estão neste rol.
“Já estamos trabalhando na avaliação dos primeiros candidatos à certificação e as empresas serão conhecidas em junho, quando acontecerá o lançamento oficial do programa”, disse o presidente da Abesata.
Como vai funcionar a certificação
O programa de certificação é composto por uma matriz com cinco dimensões: Regulatória, Financeira, Operacional, Pessoas e ESG (meio ambiente, social e governança corporativa). A certificação é realizada por uma empresa independente, a Praxian Research Center, com sede na Avenida Paulista, em São Paulo. O objetivo é trazer benefícios para toda a cadeia aeronáutica. Hoje, as empresas de ground handling no Brasil respondem por 95% das operações em solo, desde limpeza de aeronaves, com foco na sua desinfeção, transporte e atendimento de passageiros, tripulantes, bagagens, check-in, manuseio de carga, canal de inspeção para embarque de passageiros, entre outras modalidades.
As empresas que desejarem ser certificadas precisarão apresentar uma série de documentos que comprovem condições regulares de operação e uma estrutura saudável, garantindo a segurança de quem contrata, companhia aérea ou aeroporto, além de poder servir de referência para a fiscalização por parte dos órgãos governamentais. Os critérios de análise envolvem aspetos eliminatórios e outros classificatórios, totalizando uma soma máxima de 100 pontos.»

 

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