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Nigéria – Mota-Engil ganha concessão de dois aeroportos internacionais, Abuja (ABV) e Kano (KNA)

«Um consórcio formado pela Mota-Engil e pela Corporación América Airports (CAAP), acaba de vencer o concurso para a concessão dos aeroportos e terminais de carga nas cidades de Abuja, Aeroporto Internacional Nnamdi Azikiwe (ABV) e , Aeroporto Internacional de Kano-Mallam Aminu (KNA), na Nigéria. Em formato de parceria público-privada (PPP), os acordos validados agora pelas autoridades deste país africano, assinados pelo presidente Muhammadu Buhari, serão válidos por 20 e 30 anos, respetivamente. O agrupamento vencedor é composto pela CAAP – detém 51% e gere 53 aeroportos em seis países de três continentes –, pela Mota-Engil África e pela Mota-Engil Nigéria, sendo esta última sociedade uma joint venture entre a construtora portuguesa e o Shoreline Group, um conglomerado que opera nas áreas da energia e infraestruturas. É detido por Kola Larim, um multimilionário nigeriano que tem interesses também nos setores da agricultura ou telecomunicações.
Depois de uma “rigorosa avaliação das propostas técnicas e financeiras, em conjunto com visitas de due diligence realizadas entre 27 e 29 de dezembro de 2022 e entre 9 e 10 de janeiro de 2023”, o governo federal decidiu atribuir a concessão dos aeroportos internacionais Nnamdi Azikiwe (NAIA) e Mallam Aminu Kano (MAKIA), localizados em duas das principais cidades do país, ao consórcio que apresentou a proposta mais elevada e que diz ser “reconhecido a nível mundial pela especialização no desenho, construção, gestão e operação de infraestruturas”.
A concessão do NAIA e do MAKIA vai aumentar consideravelmente a eficiência operacional e a rentabilidade desses aeroportos, reposicionando-os para operar de forma otimizada e competitiva”, destacou o Ministério da Aviação da Nigéria. O organismo liderado por Hadi Sirika contabiliza que o acordo prevê um pagamento adiantado de sete milhões de dólares (6,53 milhões de euros) no aeroporto da capital administrativa e política, que tem uma pista única de 3.600 metros; e de 1,5 milhões de dólares (1,4 milhões de euros) no aeroporto de Kano, que é a segunda maior cidade do país e dispõe de duas pistas de 2.450 e 3.300 metros.
No total, segundo as contas feitas pelo ministro nigeriano e citadas pela imprensa local, o governo federal diz esperar receber cerca de 700 milhões de dólares pelo aeroporto de Abuja e 97,4 milhões de dólares pela operação em Kano. “Combinados, totalizam aproximadamente 800 milhões de dólares (745,8 milhões de euros), o que corresponde ao valor emprestado para a construção desses aeroportos”, argumentou Hadi Sirika. Incluindo as taxas aeroportuárias, as receitas totais projetadas pelos responsáveis do país para o período de concessão superam os 4.000 milhões de dólares (3.729 milhões de euros).
A Mota-Engil, que no ano passado viu os lucros subirem para 41 milhões e a atividade crescer 47% para um “patamar inédito” de faturação de 3,8 mil milhões de euros, que só previa alcançar em 2026, entrou na Nigéria em 2018, ano em que estabeleceu a parceria com o grupo Shoreline. Cerca de dois anos depois, em janeiro de 2021, o grupo liderado por Carlos Mota Santos desde 30 de janeiro anunciou o “maior contrato de sempre do grupo”, para a construção de uma infraestrutura ferroviária na Nigéria e no Níger, com que faz fronteira a Norte, no valor de 1.820 milhões de dólares
No último relatório e contas consolidado, o grupo participado pela China Communications Construction Company (CCCC), que é a quarta maior construtora do mundo e detém 32,41% do capital, escreveu que a atividade operacional na Nigéria em 2022 consistiu na execução do projeto ferroviário de Kano ‐ Maradi. No documento sublinhou, por outro lado, a “forte ação comercial” neste mercado, que “continua a evidenciar a existência de muitas oportunidades”.
Além das concessões destes dois aeroportos, a Mota-Engil foi selecionada, em conjunto com os parceiros de consórcio na Nigéria, como “licitante preferencial” em dois lotes do projeto “Highway Development Management Initiative” (Shagamu ‐ Benin e Lagos ‐ Badagry), notando que este país africano “continua a perfilar-se como um mercado com enorme potencial para o futuro próximo” da empresa.»

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