pista73.com

conteúdos de aviação comercial

Inicio

Notícias

American Airlines evita falência com pedido de protecção contra credores

AA

«A AMR, holding da companhia aérea American Airlines, anunciou hoje ter avançado com um pedido de protecção contra credores num tribunal de Nova Iorque para se poder reestruturar financeiramente. O plano prevê redução de custos de funcionamento e cortes salariais.
A reorganização foi comunicada com a garantia de que as operações de voos do grupo estão asseguradas, pondo fim a meses de especulação sobre como sobreviveria a empresa – a terceira maior companhia norte-americana — à pressão dos mercados perante prejuízos trimestrais desde Outubro do ano passado.
O grupo, que abrange a American Airlines e a American Eagle, evitou a entrada em bancarrota ao abrigo do chamado “Capítulo 11”, a lei norte-americana de protecção contra os credores, que prevê um processo semelhante a uma insolvência através de um plano de reestruturação para as empresas em dificuldades resolverem as suas dívidas.
Neste caso, a empresa vai garantir a viabilidade financeira através de um processo de recuperação sem pôr em causa a continuidade das operações da companhia, graças a 4100 milhões de dólares (3071 milhões de euros) que tem disponíveis em caixa.
O primeiro passo para a reestruturação da empresa já foi dado, com o anúncio da saída do actual presidente do grupo, Gerard Arpey, 53 anos, há 30 na empresa. A liderança vai passar para Thomas Horton, até aqui director financeiro da empresa e a quem coube anunciar uma “decisão difícil”, como disse ser aquela que a American Airlines agora tomou. “É o caminho necessário e certo a seguir” para que a companhia se torne “mais eficiente, financeiramente mais forte e competitiva”, defendeu num comunicado.
O grupo quer baixar custos operacionais e reduzir os encargos com salários, embora não sejam para já conhecidas mais informações. Pela frente prevê-se um longo caminho de negociações com os trabalhadores e os sindicatos, a avaliar pelo braço-de-ferro, nas últimas semanas, entre a administração e os pilotos por causa de reduções salariais que a empresa já propusera.
Na bolsa de Nova Iorque, a AMR fechou ontem em alta ligeira (0,621%), mas desde o início do ano já perdeu cerca de três quartos do seu valor, segundo o Financial Times.»

Pedro Crisóstomo, artigo publicado no jornal “Público
(29 Novembro 2011)

Artigos relacionados

Mais em Notícias (779º de 779 artigos)

«O conglomerado chinês HNA anunciou num comunicado ao mercado bolsista de Xangai, a venda da participação de 9% que detinha indiretamente na TAP através da Atlantic Gateway ...