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Angola – Aeroportos modernos e seguros

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«Luanda – O processo de edificação, modernização e apetrechamento dos aeroportos, a nível do país, longe de ser visto como um investimento no vazio, deve ser encarado como uma aposta acertada do executivo na construção de uma Angola com os olhos postos no desenvolvimento.
Com efeito, quando há cerca de quatro anos a Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea anunciou que iria reabilitar mais de 30 aeroportos e aeródromos em todo o país, alguns cépticos questionaram não só a viabilidade do projecto como a sua exequibilidade.
Esqueciam-se ou simplesmente ignoravam as projecções divulgadas por instituições nacionais e estrangeiras, na altura, sobre o crescimento da economia angolana e a atracção, cada vez crescente, de investimentos.
Atento a essa situação e ciente das limitações do país em vários domínios, entre os quais o dos transportes, que até certo ponto poderiam inibir o seu próprio processo de desenvolvimento, o executivo deu luz verde à materialização da iniciativa da Enana.
Se quisermos ter um país em franco progresso é necessário facilitarmos a circulação de pessoas e bens em todo o território nacional, atraindo investidores, sobretudo para aquelas zonas onde os níveis de desenvolvimento são mais baixos, contribuindo-se assim para um crescimento uniforme e harmonioso das diferentes regiões.
De 2008 para cá, só para citar alguns, foram já reabilitados e apetrechados aeroportos como os do Lubango, Benguela, Mbanza Congo, Kuito, Luanda, Huambo, Malanje, Ondjiva, Cabinda, assim como recentemente o aeródromo de Carianga, na província do Kwanza Norte. Mas a empreitada não fica por aqui. Dundo, Soyo, Luena e Saurimo, são outros aeroportos que vão beneficiar de obras muito brevemente, segundo palavras do Chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos.
Os aeroportos do Cuito Cuanavale e de Menongue, ambos na província do Kuando Kubango, têm as obras de reabilitação, modernização e apetrechamento na sua recta final.
É, por conseguinte, notória já uma maior mobilidade de pessoas nos vários aeroportos do país, embora que com a reabilitação das estradas e a entrada em funcionamento do comboio, as opções de viagem tenham aumentado.
Entretanto, a “jóia da coroa” vai ser certamente o novo aeroporto de Luanda, a 40 quilómetros do centro da cidade capital do país. Essa infra-estrutura, cujas obras iniciaram em 2008, terá a sua primeira fase inaugurada em finais de Agosto de 2012, segundo garantia do ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás.
Neste momento estão a ser erguidos os terminais, as bases para construção da torre de controle e a compactação com inertes das duas pistas norte e sul.
A pista norte do aeroporto terá 4200 metros de comprimento e 60 de largura, enquanto a sul 3800 metros de comprimento e 75 de largura, com capacidade para receber o maior avião comercial do mundo, o Airbus A380.
Espera-se que até Agosto de 2012 possam estar concluídas as obras da torre de controle, edifício da administração aeronáutica, terminal VIP, área dos bombeiros, zona de voos norte e edifício do terminal principal.
O fluxo anual de carga será de 600 mil toneladas/ano, área da placa do estacionamento dos aviões com cerca de 582 mil metros quadrados e área para manobra dos aviões com cerca de 5.125 metros quadrados.
Os terminais do aeroporto de Luanda vão albergar cerca de 31 mangas, sendo 20 para a área internacional e 11 para a área doméstica.
É pretensão das autoridades angolanas transformar o referido aeroporto numa placa giratória para os voos na região da África Austral, a semelhança do aeroporto internacional Oliver Tambo, em Joanesburgo, na África do Sul, esperando-se que cerca de 15 milhões de passageiros/ano possam passar por lá.
Essa visão do Executivo enquadra-se na estratégia de desenvolvimento do país, articulando-se o sector dos transportes e valorizando a posição geo-estratégica de Angola.
São infra-estruturas que estão a ser edificadas, não só com os olhos postos no presente, mas sobretudo no futuro, e mais importante ainda, com os padrões de segurança e outros itens em conformidade com as exigências da Organização Internacional de Aviação Civil.
Conforme palavras do Presidente Eduardo dos Santos, recentemente, na Assembleia Nacional, “o sub-programa dos transportes foi o que mais cresceu, e a prová-lo, estão aí os aeroportos para quem quiser ver”.
Contudo, embora se saiba que a crise económica mundial, da qual os angolanos não ficaram imunes, foi um dos motivos, senão o principal, que levou ao atraso de algumas das empreitadas, mais trabalho e celeridade é necessário, e quiçá cogitar-se a elevação da categoria de alguns dos aeroportos aqui mencionados para internacional, para que se descongestione o de Luanda.»

Carlos Benedito, artigo publicado na página de internet “Angola Press”
(14 Dezembro 2011)

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