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Brasil – Após fusão, Gol fecha Webjet e demite 850

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«A Gol anunciou ontem o fim da companhia aérea Webjet, adquirida em julho do ano passado, e a demissão de 850 dos 1.500 funcionários da empresa. Os voos da companhia foram interrompidos na noite de quarta e os passageiros serão atendidos pela a Gol.
“Essa medida está sendo tomada em função da devolução da frota. São aviões inviáveis economicamente nos atuais patamares de custo de combustível e de câmbio”, justificou o presidente da Gol, Paulo Kakinoff.
A frota da Webjet, formada por 20 aeronaves Boeing 737-300, já está inoperante e será devolvida a empresas de leasing até o fim do primeiro trimestre de 2013. As aeronaves são mais antigas que as usadas nos voos da Gol e consomem cerca de 30% mais combustível.

Passageiros para encher voo
A Gol continuará a operar todos os destinos atendidos pela Webjet e pretende usar os passageiros da empresa para encher suas aeronaves. “Hoje operamos com um média de 65% a 70% de ocupação nos voos da Gol. Temos espaço para absorver os clientes da Webjet na nossa estrutura”, declarou Kakinoff.

Histórico
A decisão de acabar com a Webjet foi anunciada cerca de um mês após a aprovação da fusão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Até esta sexta-feira, a Gol fazia mistério sobre o que faria com a marca. Em entrevista concedida em janeiro, o fundador da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, ainda chegou a dizer que a Webjet poderia ser uma bandeira “ultra low cost”.
Na compra, a Gol desembolsou apenas R$ 43 milhões. A Webjet foi uma companhia fundada em 2005 pelo empresário Guilherme Paulus e detinha 5,5% do mercado doméstico.
“O que valia eram os espaços da Webjet em aeroportos concorridos, como o Santos Dumont”, argumentou o consultor em aviação Nelson Riet sobre um dos principais motivos do interesse da Gol no negócio. No mercado aéreo, também se falava que a Gol comprou a Webjet para eliminar um concorrente com rotas parecidas às suas e que puxava os preços para baixo.

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