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Portugal – Estatísticas de Tráfego Aéreo (movimentos e passageiros) referentes ao 2º trimestre de 2018

O segundo trimestre do ano de 2018 deu continuidade à evolução positiva registada ao longo do ano anterior no segmento do transporte aéreo nacional. O conjunto dos principais aeroportos nacionais voltaram a apresentar crescimentos homólogos significativos nos principais indicadores: movimentos (+6,3%) e passageiros (+7,2%).
O aeroporto do Porto registou a variação homóloga mais significativa em número de passageiros (+11,2%), cabendo ao aeroporto de Lisboa a maior variação homóloga em número de movimentos (+9%), com as principias companhias que operam nestes aeroportos (TAP e Ryanair) a registar aumentos em movimentos e número de passageiros transportados acima dos 10%. Ainda no que se refere a tráfego de passageiros, o aeroporto de Lisboa obteve o segundo maior crescimento homólogo, para o qual contribuíram as ligações servidas pela TAP Portugal. Em contraste, registaram-se quebras nos aeroportos de Faro, Funchal e Ponta Delgada.
Em termos de movimentos, o segmento internacional cresceu 7,5% em termos homólogos (+37,4% em cadeia) sendo que o peso deste segmento em relação ao total de movimentos dos aeroportos nacionais cresceu 0,9 p.p., para uma proporção de 82,5%. O tráfego doméstico, medido em número de movimentos, cresceu 2,3% face a igual período de 2017.
A análise do tráfego de passageiros por grandes regiões destaca o incremento ocorrido no conjunto das rotas de e para os países terceiros (+20,4%). As ligações para a região UE Schengen mantiveram a sua hegemonia, apresentando um crescimento homólogo de 9,3% e um peso relativo de 57,1%.
Os mercados geográficos mais relevantes, em número de passageiros transportados, apresentaram variações homólogas heterogéneas: França (+7,1%), Alemanha (+5,1%) e Espanha (+15,4%). O transporte de e para o Reino Unido recuou 6% em termos homólogos.
No que se refere às principais alterações de operadoras face ao período homólogo, importa sublinhar o impacto homólogo negativo provocado pelo fim das operações da Monarch Airlines, da Niki Luftfahrt e da Air Berlin e, em menor grau, pelo fim das operações da Germanwings. Em termos de crescimento homólogo do número de passageiros transportados, evidenciamos o crescimento da TAP (+16,4%), Ryanair (+4,4%) EasyJet (+6,9%) e Transavia France (+15,6%).
O aeroporto de Lisboa evidencia, em termos homólogos, as várias entradas já identificadas no trimestre precedente, designadamente da Aeroflot – Russian Airlines, na ligação a Moscovo, e da Capital Airlines China, na ligação regular a Beiing, por contraposição da saída da Monarch e, com menor impacto, da Germanwings.
No aeroporto do Porto destaca-se, em termos homólogos, a entrada da Ibéria nas operações regulares entre Porto e Madrid-Barajas e do impacto do fim das operações da Monach e da Air Nostrum.
No aeroporto de Faro destacam-se, as saídas da Monarch, Air Berlin e Germanwings que, no seu conjunto, transportaram cerca de 10% dos passageiros no período homólogo. As saídas da Air Berlim e da Mornarch explicam parte da variação homóloga negativa registada no aeroporto do Funchal em termos de passageiros em -6,9%.
No aeroporto de Ponta Delgada sobressaem os impactos homólogos negativos relacionados com as saídas da Easyjet e da Nikki Luftfahrte e a diminuição do número de passageiros transportados pela Sata Internacional. Combinados estes efeitos, a variação homóloga quedou-se em -2,4%.

ANAC – Boletim Estatístico do 2º trimestre de 2018

 

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